quarta-feira, 17 de março de 2010

Dono também tem ansiedade de separação


Não me deixe só!!! (Foto: divulgação)

Os sinais de ansiedade de separação em cachorros são muitos, entre os mais comuns estão o cão ficar apático, deixando de comer e brincar, babar por toda a casa, uivar incessantemente, fazer xixi na cama dos moradores e raspar a porta a ponto de ferir as patas.


Mas hoje quero falar sobre a ansiedade de separação sentida e exibida pelos donos de cães. Sim, nós também sofremos disso! E para o bem dos nossos mascotes, precisamos aprender a controlar nossas emoções e reações.

Grande parte dos cães com ansiedade de separação pertence a pessoas ansiosas. Para tornar a vida do seu pimpolho mais tranqüila, aí vão duas dicas rápidas de como deve ser seu comportamento em dois momentos críticos – a saída e a chegada em casa:

• Ao sair de casa, não se despeça calorosamente do cão, pois perceber o dono ansioso poderá aumentar a ansiedade do cão e fazê-lo sentir-se mal ou culpado nesses momentos.

• Ao chegar em casa, em vez de festejar o cão, o melhor é ignorá-lo, embora nem sempre seja fácil. Deixe o carinho, as brincadeiras ou o passeio para depois de ele ter se acalmado. Uma recepção calorosa só dará mais um motivo para ele ficar aflito na sua ausência.


segunda-feira, 15 de março de 2010

Cachorro pastando?! É normal?

Ogro comendo uma salada (Foto: Rafaela Grazziotin)



Todo mundo já viu um cachorro comendo grama. A razão mais conhecida pelos donos dos cães para seus mascotes comerem um matinho é algum mal-estar no estômago. E, de fato, a grama age como um irritante do estômago, fazendo o animal vomitar a comida "indesejada" ou o "veneno" ingerido. Mas existem muitas outras razões para esse tipo de comportamento, mais do que normal em nossos queridos cães.

Uma das explicações tem origem nos parentes caninos selvagens de nossos cães domésticos: lobos, raposas e cachorros-do-mato possuem como parte essencial de sua dieta a captura de animais herbívoros, sendo assim, indiretamente, esses animais selvagens acabam ingerindo muitas gramas e plantas que estavam nos intestinos daqueles herbívoros. Portanto, cães domésticos podem comer grama e matinhos porque, na realidade, é uma parte normal da dieta deles. Ou seja, nossos amigos cães domésticos estão procurando a mesma nutrição fresca e crua, que era desfrutada por seus antepassados selvagens, saudáveis e fortes.

Outra razão é o fato de cachorros comerem grama quando estão correndo e caçando. Ocorre que na caçada o cachorro come a grama por onde a sua presa passou e, até mesmo urinou. Dessa maneira, o cão caçador junta informações através da sensação do cheiro e do gosto do animal a ser procurado.

O mais interessante é que o ato de comer grama faz com que nossos cães, mesmo involuntariamente, consumam um produto muito importante para a saúde: a clorofila, que inibe o crescimento bacteriano em feridas, combate as
infecções de gengiva, de garganta e de úlceras grásticas e inflamações de intestino. Além disso, é responsável pela renovação de tecidos, promove uma flora intestinal saudável e ativa enzimas para produzir vitaminas A, E e K.


Mas, aquela graminha do jardim, do quintal ou da calçada pode estar contaminada com agrotóxicos e poluição, e a ingestão desses "verdinhos" pode ser tóxica e, trazer vermes e parasitas para o seu animal.

Saladinha caseira (Foto: Divulgação)


Há no mercado nacional um produto chamado Graminha Para Cães, para que os nossos amigos possam se abastecer de fibras vegetais e clorofila, sem qualquer tipo de aditivo químico. É um potinho com tampa, dentro há sementes de aveia, milheto e azevém, misturadas a um substrato inerte. Basta abrir o potinho, colocar água e em 6 a 8 dias obter brotos. Bastam algumas folhinhas por dia para a satisfação de nossos amiguinhos.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Veterinário é como pediatra: um para a vida toda


Hoje foi dia de levar o Ogro no vet para uma revisão. Desde que me mudei aqui para o bairro Mont Serrat, a clínica onde o veterinário dele atende acabou ficando um pouco longe para mim, mas nem penso em trocar de "pediatra"! Para mim, esta é a melhor comparação mesmo: o veterinário do Ogro é como se fosse um pediatra de um filho meu (que eu ainda não tenho)! Pra quem quiser uma indicação, o nome dele é Guilherme Barros.

Como ele é o veterinário do canil de onde veio o Ogro, ele conhece a mãe do Ogro, o pai do Ogro, os irmãos, primos, tios, avós... do Ogro! Foi ele quem fez o pontinho nos olhos do Ogro quando ele tinha 15 dias, foi ele quem aplicou a primeira vacina e deu a primeira dose de vermífugo, fez a cirurgia de castração, enfim, conhece o Ogro muito bem. Não tem nada melhor do que chegar para uma consulta e ele já conhecer todo o histórico do cachorro, saber quais remédios já tomou, como é o comportamento dele.

Uma única vez "traí" o veterinário dele. Foi no mesmo mês que fiz a mudança para cá e estava na hora de fazer o reforço de uma vacina. Na correria acabei indo em uma clínica veterinária aqui perto. NUNCA MAIS!!! Imagina que a veterinária quase aplicou a vacina sem fazer qualquer exame nele antes?! Nossa, com o Guilherme é bem diferente. Ele examina o cachorro inteirinho antes da fincada! Olhos, ouvidos, boca, coração, pulmão, pelagem, temperatura, não escapa nada! E o melhor de tudo é que ele explica para nós tudo o que está fazendo com o cachorro. Tem a maior paciência e adora os animais. O Ogro fica na maior felicidade quando vai lá. Nunca vi cachorro gostar de veterinário! Enquanto o Guilherme está "judiando" dele, ele fica lambendo o doutor!


Well, o que quero dizer é que não tem nada melhor do que ter a sorte de encontrar um veterinário de confiança. Alguém mais foi premiado como eu?


quinta-feira, 11 de março de 2010

Páscoa = chocolate = cuidado com a intoxicação!

Tortura! Tô passando reto! (Foto: divulgação)

Gente, o que são os supermercados já cheios de ovos de Páscoa?! Só uma pessoa com muito auto-controle pode fazer as compras agora e esperar mais de 20 dias para poder devorar as gostosuras. Eu passo reto por aquela parreira de chocolate, olho pro chão e empurro o carrinho bem rápido! Onde estão as verduras, "pelamordedeus"?? Meu problema com a Páscoa é um só: sou alucinada por chocolate. Tortura ter os ovos em casa desde já. O risco de comprar agora é não ter mais nada na hora de presentear, pois com certeza eu iria acabar abrindo antes. O problema é que quando decido comprar, não encontro tudo o que eu queria. But...


Tá, mas qual a relação da Páscoa mesmo com os cachorros?? Tcharam! Na época da Páscoa, onde “brota” chocolate por todo canto, é a fase crítica para intoxicação por chocolate em cães. Ele é muito perigoso para os nossos mascotes e pode levar ao coma e até mesmo à morte.

O chocolate tem em sua composição uma substância chamada Teobromina (encontrada no cacau), que são rapidamente absorvidas após ingestão oral e são estimulantes poderosos do sistema nervoso central e do coração. A Teobromina provoca um intenso aumento no trabalho muscular cardíaco associado à uma grande estimulação do cérebro, ocasionando arritmias cardíacas graves em cães.

A concentração dessa substância no chocolate pode ser de 3 a 10 vezes maior do que na cafeína, por exemplo e a quantidade dela para intoxicar gravemente um cão é calculada em torno de 100 a 200 mg/kg. Porém, há relatos de sintomas de intoxicação, como vômitos e diarréia, com ingestão de apenas 20 mg/kg; e também há relatos de sintomas de efeitos cardiotóxicos com ingestão de 40 a 50 mg/kg de chocolate. Há, ainda, relatos de efeitos drásticos com a ingestão não só de chocolate em barra, mas também de chocolate em pó dissolvido em leite e oferecido à cães.

Geralmente, os efeitos clínicos dessa intoxicação são percebidos entre 6 a 12 horas após a ingestão do chocolate. Os sintomas iniciais são: aumento da ingestão de água, vômito, diarréia, dilatação abdominal e inquietação (incômodo, agitação). O quadro pode evoluir para hiperatividade, aumento do volume urinário, ataxia, tremores e estado de apreensão. E, mais fatidicamente, aumento da frequência dos batimentos cardíacos (taquicardia), aumento dos movimentos respiratórios (taquipnéia), azulamento das mucosas (cianose – falta de oxigenação nos tecidos), hipertensão, aumento da temperatura corpórea e o quadro pode, enfim, evoluir para hipotensão, queda da temperatura corpórea, coma e morte.

Ainda há o fato de que, como o chocolate possui grande quantidade de gordura, o pâncreas também sofre importantes danos.

Bom, como os casos de ingestão de chocolate podem ocasionar fins drásticos, o melhor é evitar que seu cão coma chocolate. E essa dica não está restrita apenas à época da Páscoa, mas a todos os dias do ano.


quarta-feira, 10 de março de 2010

Minha opinião sobre feiras de filhotes


O cachorrinho da foto não é uma fofura?? Pois eu me apaixonei por ele durante uma feira de filhotes e, num impulso, levei para casa! Isso foi há quase 5 anos. Ele ganhou o nome de Sansão. Foi o meu primeiro cachorro desde que moro em Porto Alegre (os outros eram sempre da família).


Mobilizei todos! O "avô" comprou a caminha, fui atrás de potes, ração, veterinário, enfim, tudo o que ele precisava. O Sansão viveu 11 dias. Começou a fricar fraco, fez transfusão de sangue, tomou glicose e … morreu. Fico tranqüila ao lembrar que, na sua curta vidinha, o Sansão teve o meu amor.


Moral da história: cuidado com as feiras de filhotes. É legal ver os bichinhos, mas lembrem que eles não têm ainda todas as vacinas e ficam reunidos todos em um espaço fechado que pode facilitar a transmissão de doenças. Além disso, ao pegar os filhotes no colo para dar aquela afofada, você pode estar ajudando a levar qualquer vírus adiante.


Minha sugestão: não compre, adote!



terça-feira, 9 de março de 2010

A divertida tarefa de dar nome aos cães

O Ogro por pouco não se chamou Botox (Foto: Rafaela Grazziotin)

Uma das partes mais divertidas de ter um cachorro é escolher seu nome. Enquanto eu esperava o Ogro ficar pronto para vir para casa, eu passei dias navegando em diversos sites com nomes de cães, fiz listas para poder escolher
os que eu mais gostava até chegar entre duas opções: Ogro ou Botox
. Uma coisa sempre ficou clara na hora da escolha: eu queria um nome divertido (até um pouco bizarro!). Botox era para ser uma referência às rugas, e Ogro era porque eu dizia que ele chegava a ser lindo de tão feio!

Bom, mas lendo esta semana o artigo Como cuidar de um cão, do Dr. William Fortney, me deparei com um trecho que fala justamente sobre a escolha do nome do cachorro. Achei super interessante e reproduzo abaixo alguns trechos.

O que há em um nome?

Uma das maneiras mais importantes de se comunicar com seu cão é através do nome dele. Quando ele escuta o nome, pode pular para chamar a atenção e ficar pronto para ter bons momentos, mesmo que seja apenas a hora da refeição. A escolha do nome correto é uma parte especial de ser dono de um cão. Então, pense cuidadosamente em suas escolhas. Aqui estão algumas coisas a se considerar, para que você fique no caminho certo.



As aparências - Manchinha, Foguinho, Pinguinho ou Preto são todos nomes testados e aprovados. A vantagem é que
são descritivos, tornando fácil identificar seu cão se ele se perder. A desvantagem é que há vários cachorros
com esses nomes.









A herança - investigar a história da raça é uma boa maneira de achar um nome perfeito. Raças escocesas, como west highland white terrier, terrier escocês ou cairn terrier, podem receber o nome de Murray ou Stuart. Safári é apropriado para um basenji, raça de cães que não latem, originária da África. Tundra é um nome muito usado para raças do Norte, como malamutes do Alasca e samoiedas.







A raça - os beagles, os bloodhounds e os basset hounds seguirão seus faros até o fim do mundo. Sniffer (farejador) é um bom nome para esses cães, bem como Sherlock ou Cigano. Vários terriers recebem o nome de Digger (escavador) e é fácil saber a razão. Esses cães foram criados para caçar animais que vivem em tocas embaixo da terra. Por causa disso, hoje são propensos a escavar os jardins.





As características especiais - os border collies são considerados a raça mais inteligente. Então, que tal dar a seu cão um nome que faça jus à inteligência dele, como Einstein ou Newton, por exemplo?







O nome de registro - os criadores muitas vezes dão para a ninhada um tema ou nomes começando com uma mesma letra. Os nomes de registro podem incluir o nome do canil ou do pai e da mãe. Apesar de esses nomes aparecerem nos documentos de registro, obviamente não são uma boa escolha para usar no cotidiano. O criador ou proprietário dá um apelido ou nome de chamado.





Seus passatempos e interesses - se você é fã de esportes, há muitos nomes excelentes, não importa se seu jogo é futebol, basquete, tênis ou atletismo. Muito cachorro por aí homenageia Pelé. Dar um nome a um boxer é muito fácil. Que tal Frazier, Ali ou Sugar Ray? Para um buldogue? Churchill.








Seus livros, filmes e programas de TV favoritos - várias cadelas têm o nome de Lassie, em homenagem à collie famosa nos livros, nos filmes e na TV. Laika, a cadela cosmonauta, também inspirou muita gente. No entanto, você não tem que dar a seu animal de estimação o nome de outro cão de um filme ou programa de TV. Pegue o nome de um de seus personagens favoritos e coloque em seu cão.










Dicas úteis - evite nomes que rimam com a palavra não, como Fofão ou Amigão. Você não vai querer confundir seu filhote quando estiver fazendo o adestramento. Evite nomes longos e difíceis. Por fim, esteja certo de que o nome de seu cão não causará constrangimento quando precisar ser chamado na frente dos vizinhos.

E você, o que levou em consideração para escolher o nome do seu mascote??




segunda-feira, 8 de março de 2010

Lambida pode sim! Mas fique de olho na higiene

Lá vem o beijo! (Foto: divulgação)



Alguns podem achar nojento, mas no meu dia-a-dia aqui na PetCreche ganho muitas lambidas no rosto. Alguns dão beijinhos quando chegam, outros quando fazemos brincadeiras que gostam, ou então depois de um carinho.

Mas daí entra a questão: como a saliva dos cães transporta vermes, bactérias, vírus e fungos, corremos risco de pegar alguma doença com as lambidas que eles nos dão? A resposta é SIM. Mas duas medidas podem reduzir consideravelmente este risco: manter seu bichinho limpo, com vacinas e vermifugação em dia, e evitar que ele lamba seu rosto em regiões muito próximas à boca, ao nariz e aos olhos.

A saliva do cachorro em si não contém doenças. O que acontece é que, durante o passeio, ele costuma cheirar as fezes dos colegas com a finalidade de reconhecimento de território: saber quem são os outros animais que estão nas redondezas. Assim, ele pode acabar ingerindo o ovo de um verme, caso as fezes estejam contaminadas. Inclusive cães vermifugados correm risco de adquirir doenças, pois os vermífugos não têm efeito residual prolongado. E mesmo que o cão não fique doente, poderá transmitir esse ovo ao homem pela saliva.

Embora seja uma maneira de evitar que a boca do cachorro se transforme em vetor de doenças, os veterinários não recomendam que se prive o bicho de cheirar outros animais nem as fezes alheias. É uma forma de interação social. Se você não permite isso, está indo contra a natureza dele.

Além de afeto, a lambida pode ser uma demonstração de reverência. Lambidas perto do queixo ou da boca estão relacionadas com submissão. O gesto é um sinal de que ele vê a pessoa como o manda-chuva do pedaço. A recomendação, então, é limpar a boca (paninho úmido por fora e escova de dentes por dentro) e as patinhas do seu cão na volta do passeio. Se você permitir as lambidas, lave bem o rosto, mãos, braços etc depois.

Eu, por garantia, tomo vermífugo de tempos em tempos.


>> Alguns cuidados para prevenir doenças

• Não compartilhar cama e alimentos com os animais, por mais que eles sejam queridos.

• Evitar carinhos, como beijos e/ou lambidas, muito próximo ao rosto (lábios, nariz e olhos).

• Recolher rapidamente as fezes e a urina dos animais (não deixando-as expostas a moscas e ao contato humano), assim como desinfectar adequadamente o local.

• Procurar assistência terapêutica sempre que alguém for arranhado e mordido por um gato e/ou mordido por um cão.

• Consultas periódicas ao veterinário e/ou quando o animal apresentar algum problema de saúde.