sexta-feira, 5 de março de 2010

Tudo por um petisco

Sim, espiga de milho também é petisco para o Ogro (Foto: Rafaela Grazziotin)


Tem cachorro que é guloso, come a ração em três segundos e ainda pede mais. Mas tem cachorro que não quer saber de comer de jeito nenhum, deixa a ração no pote um dia inteiro e ainda vira a cara quando tentamos oferecer. O Ogro, meu dog, é assim.

Sou da filosofia de que, tendo alimento à disposição, ninguém morre de fome. Então não me preocupo muito com ele. Às vezes ele fica um dia inteiro sem comer, daí no dia seguinte raspa até as migalhas no pote. O peso dele está legal, não é magricelo nem gordinho. Digo que tem um corpo de bailarino espanhol: peito largo e cintura fina! Mas confesso que gostaria que ele ganhasse 1 ou 2 quilos (o recomendado pelo veterinário dele).

Nestes quase 5 anos com ele, aprendi rapidinho o que fazer quando quero que ele coma. Ele é simplesmente alucinado por qualquer tipo de petisco que não seja a ração: bifinho, ração molhada, salsicha, queijo e até qualquer resto de almoço! Para terem uma idéia, quando mostro o bifinho para ele, o danado senta, deita e finge de morto!

Então basta colocar sobre a ração qualquer uma destas gostosuras que ele embala e come tudo. Não faço isso com muita freqüência, mais quando quero fazer um agrado para o bicho. Sei que a ração é um alimento balanceado e que tem tudo o que ele precisa, então prefiro não mexer muito na alimentação.


Daí que estes dias a Morena, uma lingüicinha muito da sapeca, veio ficar hospedada aqui com a gente e os donos trouxeram um "aditivo" para colocar na ração que achei show! Se chama Delícia Dog e vem num pote tipo aqueles de molho de salada. É um caldinho com sabor irresistível para os cães que deve ser colocado sobre a ração. De acordo com o fabricante, basta uma pequena quantidade para estimular olfato, paladar e apetite do cão. Achei super prático, pois após aberto ele dura até 30 dias.



Esse é o Delícia Dog (Foto: Divulgação)


E para encerrar, um vídeo muito fofo que vi hoje que tem tudo a ver com o assunto deste post.





P.S.: A JMS Brasil e a Pedigree, fabricantes do Delícia Dog e da ração que aparece no vídeo, não patrocinam este blog, não pagaram nada por este post, aliás nem sabem que estou mostrando os produtos deles! Minha intenção é apenas compartilhar as novidades!

quinta-feira, 4 de março de 2010

Ter gato ou cachorro indica a personalidade?



Com qual você simpatiza mais? (Foto: walldesk.net)

Adoro ler reportagens sobre pesquisas, desde as mais sisudas até aquelas de cruzam dados esquisitos, como a relação entre dias de chuva e queda de cabelos (inventei essa, viu!).

Esta semana conheci o resultado de um estudo feito por uma equipe de pesquisadores da Universidade do Texas que indica que a preferência por gatos ou cachorros pode ser um indicador da personalidade da pessoa.

Foram ouvidas 4.500 pessoas, que responderam a algumas perguntas que mediam suas personalidades em cinco áreas: simpatia, extroversão, facilidade de adaptação, consciência e neurose. Essas áreas foram indicadas em pesquisas anteriores como componentes da maior parte dos traços da personalidade de um indivíduo.

Na pesquisa, os entrevistados também deveriam indicar se gostam mais de gatos, de cachorros, de ambos, ou de nenhum – lembrando que elas não precisavam, necessariamente, possuir o animal de sua preferência.

O resultado mostrou que as pessoas que gostam mais de gatos são mais neuróticas, mas possuem uma maior facilidade de adaptação – são vanguardistas e aceitam idéias novas de forma mais rápida. Já as pessoas que curtem mais os cães tendem a ser mais extrovertidas e simpáticas.

Os pesquisadores acham que esses traços combinam exatamente com a personalidade dos animais que os entrevistados marcaram como de sua preferência. Cachorros são extrovertidos e brincalhões enquanto gatos podem ser mais neuróticos, mas têm facilidade de se adaptar a novas situações.

A descoberta pode ser útil para identificar qual é o melhor animal para cada pessoa e para avanços na terapia de humanos com o uso de animais. No entanto, os cientistas ainda não sabem se as pessoas escolhem animais que são parecidos com elas ou se são os próprios animais que transmitem os traços de sua personalidade para os donos.

Além disso, os cientistas consideram que pessoas que gostam mais de cachorros podem ter um gato ou vice-versa, já que há outras questões que influenciam a escolha de um mascote – espaço disponível, por exemplo.

Olha, tenho um exemplo bem próximo de mim sobre os resultados desta pesquisa. Uma grande amiga minha da faculdade tem gato, e eu tenho cachorro. Ela sempre foi mais introvertida, e eu, extrovertida. Tanto que na época do curso nos chamavam de Pink e Cérebro (os ratinhos, sabem?). Eu era o Pink, é óbvio!!

quarta-feira, 3 de março de 2010

Dogs e babys: a polêmica!

Cena sonho de consumo de 10 entre 10 apaixonados por cachorros e crianças (Foto: Divulgação)

Muito bom o assunto levantando pela Janaína, dona do Will, em seu comentário no post anterior: a polêmica convivência entre bebês e cães. Sei de muitos casos de famílias que doaram e até abandonaram seus mascotes depois da chegada do filho humano. FEIO, MUITO FEIO, VIU!!!!

Cães e crianças combinam! Arrisco a dizer que foram feitos um para o outro, MAAAAASSSSSSSSSSS... é preciso saber juntar os filhotes. E isso exige amor e dedicação e, infelizmente, nem todos estão dispostos.

Por outro lado, também conheço pais de primeira viagem que souberam fazer a integração entre babys e dogs e o resultado é maravilhoso.

Eu mesma, com freqüência, sou "alfinetada" pela minha família sobre este assunto. Vivem dizendo: "O Ogro vai deixar de ser o reizinho quando tu tiver um filho" ou "Tu nem vai lembrar do cachorro". Ao que eu prontamente respondo: "Vocês tão viajando!" e encerro o assunto! Quando o rebento chegar (por enquanto está só nos planos, mas como dizem, aos 34 anos, estou no deadline!) pretendo juntar Ogro e baby com toda naturalidade. Sei que nestes casos o amor se multiplica, e não se divide.

Para que tudo dê certo, é preciso saber lidar com a situação. Então passo a vocês algumas dicas que aprendi nas minhas leituras sobre como evitar as mordidas indesejadas, já que elas são o maior temor dos pais:

CRIANÇAS + CÃES FILHOTES

É preciso saber que nem toda mordida é sinal de agressividade. Os filhotes brincam com as crianças da casa como brincavam com os outros filhotes da ninhada. E as mordidas surgem naturalmente, sem nenhum contexto agressivo. Mas isso não quer dizer que as mordidas devem ser toleradas. É preciso educar o cão a não morder e, ao mesmo tempo, orientar as crianças a não se deixarem morder. Pressione a língua do cão para baixo com o polegar a cada tentativa de mordida. A sensação desagradável fará ele desistir.

CRIANÇAS + CÃES ADULTOS

Em qualquer matilha, os cães adultos são responsáveis pela educação e proteção dos filhotes. Quando um adulto quer reprimir um filhote – para que ele interrompa qualquer comportamento impróprio – ele pressiona os dentes sobre o focinho do filhote. É uma pressão leve, para conter e não para machucar. Da mesma forma, podemos ter nosso cão tentando evitar que o bebê se exponha ao perigo, ou mesmo que a criança aprenda a lidar com o cão de forma mais gentil. Não é incomum que as crianças machuquem ou até sufoquem os cães quando brincam. Em vários casos, os cães já tentaram de tudo antes de chegar na mordida. Apesar desta mordida ser – na maioria das vezes – entendida como uma agressão, ela nada mais é do que o cão educando a criança.

OU SEJA:

Tão importante quanto acostumar o cão à presença da criança, é preciso ensinar a criança a respeitar o cão.

ALIÁS!

Se alguém estiver enfrentando qualquer dificuldade para juntar em casa filhos e cães, lembro que também trabalhamos aqui na PetCreche com consulta comportamental. A médica veterinária Joice Peruzzi, especialista em comportamento animal, saberá orientar perfeitamente como fazer esta integração.




Essa é de arrepiar!

Roland perdeu suas rugas (Foto: Daily Telegraph)

O moço da foto se chama Roland e vive lá longe, na Austrália. Mas o que o Roland está fazendo aqui neste blog? Pois este sharpei foi notícia no jornal Daily Telegraph após passar por uma "cirurgia plástica" que o deixou sem as famosas rugas da raça. De acordo com a reportagem, os veterinários garantem que o fator que motivou a cirurgia em Roland não foi a vaidade, mas sim um problema congênito que ameaçava deixá-lo cego.

Muitos sharpeis sofrem de um problema conhecido como entrópio, que faz com que as dobrinhas forcem os cílios a se voltarem para dentro da pele e ferirem os globos oculares.

Roland é um cachorro abandonado e, com a cirurgia, os veterinários esperam que seja mais fácil conseguir um novo lar para ele. Não dá vontade de levar para casa?

Ainda de acordo com a notícia, o número de sharpeis em abrigos na Austrália tem crescido bastante, em grande parte porque os donos não querem arcar com os altos custos de tratamentos corretivos e desistem do animal.


PRIMEIRA INDIGNAÇÃO: precisava esticar a cara do bicho desta forma??!! Conheço vários sharpeis que já fizeram a cirurgia do entrópio e, mesmo assim, estão com todas as suas rugas no lugar.

SEGUNDA INDIGNAÇÃO: não imagino como uma pessoa pode ter a coragem de abandonar um animal. O mais triste é que não precisamos ir muito longe para ver isto. Basta conversar com as ONGs de proteção a animais aqui de Porto Alegre mesmo que todas vão dizer que nesta época do ano o abandono aumenta. Sabe como é... a família vai tirar férias, não tem como levar o mascote junto e o resultado é que o bichinho acaba na rua. De chorar!

A dica da notícia foi enviada pela Luciana, dona da Polly, uma sharpei que já passou pela cirurgia de entrópio e continua linda e fofa com as suas rugas.

terça-feira, 2 de março de 2010

Bib'sfiha de espinafre



Provei e aprovei! (Foto: Habibs)

Talvez a maioria dos leitores deste blog não saiba, mas sou vegetariana (ovo-lacto-vegetariana, mais precisamente). Fiz esta opção há mais de 4 anos, quando comecei a me envolver com profundidade no mundo dos animais. Não como nada que tenha um rosto, ou que se possa dar nome (tudo bem que até alface pode ter um nome, mas vocês me entenderam, né?).

Mas não se preocupem que não sou daquelas que tentam catequisar seguidores. Não, não gosto disso. Sou super discreta, muitos nem notam. Participo de todos os churrascos em família (já se acostumaram a fazer espetos de batata e queijo para mim), vou a restaurantes normais e monto meu prato sem carne, enfim, vida normal.

Mas este post é para falar sobre uma feliz surpresa que tive esses dias. Numa noite dessas, depois de um cineminha, fomos fazer um lanche rápido no Habibs. Eis que vejo no cardápio a sfiha de espinafre!! Show!!! Achei bem gostosa e ficou como mais uma opção entre os petiscos (já que antes eu sempre pedia sfiha de queijo e batata frita). Se a idéia é pedir um prato mais reforçado, os restaurantes árabes têm ótimas opções para vegetarianos.

Fica a dica!

Oi, voltei!!


Vocês acham que de um dia assim não saem boas histórias??!! (Foto: Janaina Sousa)


Feio, muito feio isso que eu fiz! Criei uma expectativa com o blog e acabei não atualizando o bichinho como o prometido. Mas como eu tenho vergonha na cara, sempre é tempo de corrigir os erros.

Pois cá estou eu assumindo mais uma vez o compromisso de tornar este blog um espaço para muita informação e troca de opiniões. Mas quero propor uma mudança de foco: o blog será muito mais do que um diário das atividades da PetCreche, será um espaço para tratar de qualquer assunto que envolva os animais (não só nossos dogs!).

Como alguns sabem, antes de enveredar por este caminho de ser uma microempresária, sou jornalista por formação (e economista também, mas esta é uma outra história). Atuei mais de 12 anos como repórter, redatora e editora, logo dá para perceber que escrever e compartilhar informações é algo que me dá prazer.

Então, quero aproveitar este canal para compartilhar com todos vocês assuntos que surgem aqui no nosso dia-a-dia, curiosidades que leio por aí e, inclusive, materiais que recebo diariamente por e-mail.

Fiquem à vontade para comentar, cutucar, criticar, sugerir assuntos. Estou sempre disponível e adoro uma conversa! Pode ser um bate-papo, um e-mail, um bilhete.

Então "vâmo-que-vâmo"!!!!!

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

AGRESSIVIDADE ENTRE CÃES - PARTE 2

Entre cães desconhecidos



Conhecendo o problema

A agressividade entre cães desconhecidos pode ser multifatorial. Falhas na socialização do cão, somadas a medo, falta de liderança do dono, postura inadequada do dono e superproteção podem causar problemas na relação entre seu cão e os outros.
A agressividade se apresenta de várias formas, desde os cães que latem e rosnam e pode evoluir até um estágio muito perigoso, em que o cão não é mais responsivo às tentativas de solucionar o problema e não conseguimos socializá-lo. Por isso, é importante estar atento à socialização do seu cão com os outros desde filhote e, assim que algum problema aparecer, consulte um especialista.

Atenção redobrada com o filhote!

Muitas vezes o erro começa na própria criação do filhote, nos canis. O período que o filhote passa com a mãe e a ninhada é de extrema importância para a vida inteira dele, pois é nesse período que ele aprende, entre outras coisas, a dosar sua mordida, como brincar e interagir com outros cães, o que fazer e o que não fazer para agradar seus irmãos e mãe, etc. Se ele for privado dessa interação, já será desde cedo um cão com dificuldades de socialização. O ideal é que o filhote permaneça, no mínimo, 45 dias na companhia de sua ninhada e mãe.
Quando vai para o seu futuro lar, o cão é privado da convivência com os outros até que tenha completado todas as vacinas. No entanto, nesse período de vacinas, perdemos uma fase primordial na vida do cão, a fase de socialização, que se estende dos 20 dias até as 12 semanas de vida. Nessa fase, a socialização do filhote ocorre de forma natural e ele deve ser exposto ao maior número de estímulos possíveis. Com bom senso, conseguimos estimular esse filhote sem colocar de lado a sua saúde. A interação com cães vacinados e saudáveis, de amigos e parentes, é recomendada, assim como passeios no colo do dono. Deve-se evitar praças e parques, mas isso não significa que o cão deve ficar trancado e isolado do mundo!
Passado o período de vacina, o cão deve continuar tendo contato diário com outros cães. Deixe-o se aproximar dos outros no passeio, leve-o para brincar com cães conhecidos, leve-o para creches e parques, enfim, permita o contato dele com outros cães.
Caso tenha dificuldades no contato com seu cão, por ele ser muito tímido ou ter medo, contate um profissional. Esses casos são isolados e podem ser explicados por algum trauma do filhote, mas a grande maioria dos filhotes interage muito bem com outros cães.

Estava tudo indo muito bem, até que...

Às vezes, mesmo que o dono permita uma socialização ideal de seu filhote, o cão pode chegar à adolescência, lá pelos 8 a 10 meses, e alterar seu comportamento com os outros cães. Na maioria das vezes é por questão de dominância e isso deve ser trabalhado desde cedo para que não haja problemas mais tarde. Isso é mais comum em cães machos e em raças mais temperamentais, mas se o dono não exercer sua autoridade e dominância, qualquer cão pode achar que é superior aos outros.
Cuidado na interpretação do que é agressividade ou não. As brincadeiras entre cães mimetizam situações de dominância e submissão e muitas vezes envolvem mordidas, latidos e rosnados.

E se o problema já se instalou?

Quanto antes começarmos uma intervenção, mais fácil será reverter a agressividade entre cães. Através de algumas técnicas, baseadas em recompensa por comportamentos agradáveis, conseguimos reduzir gradualmente a resposta agressiva do cão.
Primeiramente, avalia-se a motivação do cão: alguns cães machos só brigam com cães machos maiores que eles, algumas fêmeas só brigam com fêmeas e assim por diante. Baseado nisso, começamos a aproximação com outros cães, deixando o desafio maior para o final do processo, sempre de forma gradativa.
Ao mesmo tempo, realiza-se uma socialização do cão com outros nos passeios, em praças ou em creches, sempre gradualmente e respeitando a segurança dos cães.
Nunca coloque em risco a sua segurança ou a de seu cão. Chame um especialista para te auxiliar e aconselhar. Muitas vezes, na tentativa de ajudar seu cão, você pode agravar a situação.

Texto: Joice Peruzzi, médica veterinária especialista em comportamento animal.