quarta-feira, 3 de março de 2010

Essa é de arrepiar!

Roland perdeu suas rugas (Foto: Daily Telegraph)

O moço da foto se chama Roland e vive lá longe, na Austrália. Mas o que o Roland está fazendo aqui neste blog? Pois este sharpei foi notícia no jornal Daily Telegraph após passar por uma "cirurgia plástica" que o deixou sem as famosas rugas da raça. De acordo com a reportagem, os veterinários garantem que o fator que motivou a cirurgia em Roland não foi a vaidade, mas sim um problema congênito que ameaçava deixá-lo cego.

Muitos sharpeis sofrem de um problema conhecido como entrópio, que faz com que as dobrinhas forcem os cílios a se voltarem para dentro da pele e ferirem os globos oculares.

Roland é um cachorro abandonado e, com a cirurgia, os veterinários esperam que seja mais fácil conseguir um novo lar para ele. Não dá vontade de levar para casa?

Ainda de acordo com a notícia, o número de sharpeis em abrigos na Austrália tem crescido bastante, em grande parte porque os donos não querem arcar com os altos custos de tratamentos corretivos e desistem do animal.


PRIMEIRA INDIGNAÇÃO: precisava esticar a cara do bicho desta forma??!! Conheço vários sharpeis que já fizeram a cirurgia do entrópio e, mesmo assim, estão com todas as suas rugas no lugar.

SEGUNDA INDIGNAÇÃO: não imagino como uma pessoa pode ter a coragem de abandonar um animal. O mais triste é que não precisamos ir muito longe para ver isto. Basta conversar com as ONGs de proteção a animais aqui de Porto Alegre mesmo que todas vão dizer que nesta época do ano o abandono aumenta. Sabe como é... a família vai tirar férias, não tem como levar o mascote junto e o resultado é que o bichinho acaba na rua. De chorar!

A dica da notícia foi enviada pela Luciana, dona da Polly, uma sharpei que já passou pela cirurgia de entrópio e continua linda e fofa com as suas rugas.

terça-feira, 2 de março de 2010

Bib'sfiha de espinafre



Provei e aprovei! (Foto: Habibs)

Talvez a maioria dos leitores deste blog não saiba, mas sou vegetariana (ovo-lacto-vegetariana, mais precisamente). Fiz esta opção há mais de 4 anos, quando comecei a me envolver com profundidade no mundo dos animais. Não como nada que tenha um rosto, ou que se possa dar nome (tudo bem que até alface pode ter um nome, mas vocês me entenderam, né?).

Mas não se preocupem que não sou daquelas que tentam catequisar seguidores. Não, não gosto disso. Sou super discreta, muitos nem notam. Participo de todos os churrascos em família (já se acostumaram a fazer espetos de batata e queijo para mim), vou a restaurantes normais e monto meu prato sem carne, enfim, vida normal.

Mas este post é para falar sobre uma feliz surpresa que tive esses dias. Numa noite dessas, depois de um cineminha, fomos fazer um lanche rápido no Habibs. Eis que vejo no cardápio a sfiha de espinafre!! Show!!! Achei bem gostosa e ficou como mais uma opção entre os petiscos (já que antes eu sempre pedia sfiha de queijo e batata frita). Se a idéia é pedir um prato mais reforçado, os restaurantes árabes têm ótimas opções para vegetarianos.

Fica a dica!

Oi, voltei!!


Vocês acham que de um dia assim não saem boas histórias??!! (Foto: Janaina Sousa)


Feio, muito feio isso que eu fiz! Criei uma expectativa com o blog e acabei não atualizando o bichinho como o prometido. Mas como eu tenho vergonha na cara, sempre é tempo de corrigir os erros.

Pois cá estou eu assumindo mais uma vez o compromisso de tornar este blog um espaço para muita informação e troca de opiniões. Mas quero propor uma mudança de foco: o blog será muito mais do que um diário das atividades da PetCreche, será um espaço para tratar de qualquer assunto que envolva os animais (não só nossos dogs!).

Como alguns sabem, antes de enveredar por este caminho de ser uma microempresária, sou jornalista por formação (e economista também, mas esta é uma outra história). Atuei mais de 12 anos como repórter, redatora e editora, logo dá para perceber que escrever e compartilhar informações é algo que me dá prazer.

Então, quero aproveitar este canal para compartilhar com todos vocês assuntos que surgem aqui no nosso dia-a-dia, curiosidades que leio por aí e, inclusive, materiais que recebo diariamente por e-mail.

Fiquem à vontade para comentar, cutucar, criticar, sugerir assuntos. Estou sempre disponível e adoro uma conversa! Pode ser um bate-papo, um e-mail, um bilhete.

Então "vâmo-que-vâmo"!!!!!

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

AGRESSIVIDADE ENTRE CÃES - PARTE 2

Entre cães desconhecidos



Conhecendo o problema

A agressividade entre cães desconhecidos pode ser multifatorial. Falhas na socialização do cão, somadas a medo, falta de liderança do dono, postura inadequada do dono e superproteção podem causar problemas na relação entre seu cão e os outros.
A agressividade se apresenta de várias formas, desde os cães que latem e rosnam e pode evoluir até um estágio muito perigoso, em que o cão não é mais responsivo às tentativas de solucionar o problema e não conseguimos socializá-lo. Por isso, é importante estar atento à socialização do seu cão com os outros desde filhote e, assim que algum problema aparecer, consulte um especialista.

Atenção redobrada com o filhote!

Muitas vezes o erro começa na própria criação do filhote, nos canis. O período que o filhote passa com a mãe e a ninhada é de extrema importância para a vida inteira dele, pois é nesse período que ele aprende, entre outras coisas, a dosar sua mordida, como brincar e interagir com outros cães, o que fazer e o que não fazer para agradar seus irmãos e mãe, etc. Se ele for privado dessa interação, já será desde cedo um cão com dificuldades de socialização. O ideal é que o filhote permaneça, no mínimo, 45 dias na companhia de sua ninhada e mãe.
Quando vai para o seu futuro lar, o cão é privado da convivência com os outros até que tenha completado todas as vacinas. No entanto, nesse período de vacinas, perdemos uma fase primordial na vida do cão, a fase de socialização, que se estende dos 20 dias até as 12 semanas de vida. Nessa fase, a socialização do filhote ocorre de forma natural e ele deve ser exposto ao maior número de estímulos possíveis. Com bom senso, conseguimos estimular esse filhote sem colocar de lado a sua saúde. A interação com cães vacinados e saudáveis, de amigos e parentes, é recomendada, assim como passeios no colo do dono. Deve-se evitar praças e parques, mas isso não significa que o cão deve ficar trancado e isolado do mundo!
Passado o período de vacina, o cão deve continuar tendo contato diário com outros cães. Deixe-o se aproximar dos outros no passeio, leve-o para brincar com cães conhecidos, leve-o para creches e parques, enfim, permita o contato dele com outros cães.
Caso tenha dificuldades no contato com seu cão, por ele ser muito tímido ou ter medo, contate um profissional. Esses casos são isolados e podem ser explicados por algum trauma do filhote, mas a grande maioria dos filhotes interage muito bem com outros cães.

Estava tudo indo muito bem, até que...

Às vezes, mesmo que o dono permita uma socialização ideal de seu filhote, o cão pode chegar à adolescência, lá pelos 8 a 10 meses, e alterar seu comportamento com os outros cães. Na maioria das vezes é por questão de dominância e isso deve ser trabalhado desde cedo para que não haja problemas mais tarde. Isso é mais comum em cães machos e em raças mais temperamentais, mas se o dono não exercer sua autoridade e dominância, qualquer cão pode achar que é superior aos outros.
Cuidado na interpretação do que é agressividade ou não. As brincadeiras entre cães mimetizam situações de dominância e submissão e muitas vezes envolvem mordidas, latidos e rosnados.

E se o problema já se instalou?

Quanto antes começarmos uma intervenção, mais fácil será reverter a agressividade entre cães. Através de algumas técnicas, baseadas em recompensa por comportamentos agradáveis, conseguimos reduzir gradualmente a resposta agressiva do cão.
Primeiramente, avalia-se a motivação do cão: alguns cães machos só brigam com cães machos maiores que eles, algumas fêmeas só brigam com fêmeas e assim por diante. Baseado nisso, começamos a aproximação com outros cães, deixando o desafio maior para o final do processo, sempre de forma gradativa.
Ao mesmo tempo, realiza-se uma socialização do cão com outros nos passeios, em praças ou em creches, sempre gradualmente e respeitando a segurança dos cães.
Nunca coloque em risco a sua segurança ou a de seu cão. Chame um especialista para te auxiliar e aconselhar. Muitas vezes, na tentativa de ajudar seu cão, você pode agravar a situação.

Texto: Joice Peruzzi, médica veterinária especialista em comportamento animal.



segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Resultado do sorteio


Adorei a presença de todos no 1° Encontro de Cães da PetCreche!! Foi ótimo ver os peludos juntos na praça e tenho certeza que todos gostaram de conhecer de perto os amiguinhos dos seus mascotes.

Sei que muitos não foram porque o tempo estava com a maior cara feia!! Mas não se preocupem, pois gostei tanto da idéia que pretendo fazer um outro encontro em breve. Vou só esperar esse tempo firmar.

Bom, mas então vamos ao resultado do sorteio, que foi transmitido ao vivo agora pela manhã pelas câmeras da PetCreche.


5 DIAS DE CRECHE >> KIARA

1 HOSPEDAGEM DE FINAL DE SEMANA >> DUDA

2 BANHOS >> GURI

1 CONSULTA COMPORTAMENTAL >> NANI

Obrigada pela participação de todos e até a próxima!!


quarta-feira, 11 de novembro de 2009

1° Encontro de Cães da PetCreche

E então, já reservaram na agenda o dia 22 de novembro, domingo? Além de poder conhecer os amiguinhos do seu mascote, vejam só que legal estas outras surpresas para a data:

SORTEIO

Todos que forem ao encontro poderão colocar o nome do seu cão em uma urna para concorrer aos seguintes prêmios:

- 5 dias de creche
- 1 hospedagem de final de semana
- 2 banhos
- 1 consulta comportamental

O sorteio será feito na segunda-feira seguinte ao encontro, a partir das 10h30min, com transmissão ao vivo pelas câmeras da PetCreche. Assim todos que forem ao encontro, em qualquer horário, poderão participar.

BATE-PAPO

A veterinária Joice Peruzzi, especialista em comportamento animal, estará lá para bater um papo com vocês.


AGENDE-SE

1° Encontro de Cães da PetCreche
Quando:
22/11/2009, domingo
Horário: 10h às 13h
Onde: Praça da Encol


Esperamos todos lá!

terça-feira, 3 de novembro de 2009

AGRESSIVIDADE ENTRE CÃES - PARTE 1

Entre cães familiares





A agressividade entre cães que habitam o mesmo local pode ser muito perigosa, pois os cães podem se machucar e os donos também, na tentativa de apartar as brigas. Por isso, devemos encontrar uma maneira de apaziguar a situação sem que haja riscos para os cães e para as pessoas da casa.

Tudo começa com a apresentação!

Inicialmente, devemos observar se houve algum estopim para o aparecimento da agressividade, ou se os cães nunca se deram bem, desde a introdução de um deles. No caso de cães que sempre brigaram, é provável que não tenha sido feita uma introdução correta do novo membro.
Uma apresentação deve ser feita em território neutro para ambos os cães. Cada cão deve permanecer com uma pessoa, que deve estar munida de petiscos muito apreciados pelos cães. Inicialmente, os cães devem apenas caminhar, lado a lado, sem aproximações. Se estiver ocorrendo tudo bem, recompense-os com petiscos.
Quando já estiverem tranqüilos, sem sinais de ansiedade, eles devem ser colocados frente a frente, com uma distância suficiente para que não fiquem ansiosos. Caso estejam tranqüilos, devem ser recompensados. Gradualmente, diminua a distância entre eles, sempre recompensando atitudes tranqüilas. Na maioria das vezes, é possível uma aproximação completa no primeiro encontro, permitindo que permaneçam juntos em casa também. Nos casos em que a aproximação completa não for alcançada nessa primeira tentativa, mais encontros devem ser realizados, diariamente, e em casa os cães devem ficar separados.
Quando estiverem juntos em casa, lembre-se de sempre favorecer o cão mais antigo na casa, ou seja, ele ganha carinho, atenção e comida antes do novo membro. Tenha consciência que em uma matilha, o cão mais dominante ganha tudo antes e se isso não acontecer ele pode demonstrar sua superioridade através de posturas e atitudes agressivas em relação ao novo membro.

Estava tudo bem, até que...

Essa é uma frase muito comum em brigas entre cães da mesma casa. Mudanças no ambiente e na família podem ser um estopim para que o cão comece a demonstrar agressividade com os outros. Alguns cães são muito sensíveis a mudanças e até mesmo sutilezas como a mudança do local de alimentação podem deflagrar comportamentos agressivos.
O mais comum, no entanto, é a introdução de novos membros na família, sejam humanos ou outros cães, alterando as relações na matilha. Dois cães que convivem muito bem podem começar a brigar com a introdução de um novo membro, mesmo que esse não participe das brigas. Por isso, a introdução sempre é muito importante!

O que fazer?

Para controlar o problema, devemos entender a dinâmica da matilha e alterá-la para que as brigas cessem. Ao mesmo tempo, fazemos uma reaproximação gradual dos cães, sempre na rua e com petiscos para recompensar atitudes positivas. Enquanto a situação não estiver resolvida, os cães devem ser mantidos separados, pois uma briga pode anular todo o progresso alcançado.
Atividades prazerosas, como passeios, devem ser realizadas em conjunto, para que eles associem a presença do outro com algo positivo.
A castração dos cães pode ser uma boa alternativa, especialmente se forem machos. Machos castrados tendem a apresentar menor territorialidade, mas somente a castração não faz milagres.
Quando o caso é mais grave ou se desenvolveu há bastante tempo, não tente fazer isso sozinho, chame um profissional qualificado. O mesmo é indicado quando os cães em questão forem de grande porte, pois a possibilidade de acidentes aumenta. Pense primeiramente na sua segurança e na segurança dos seus cães!

Texto: Joice Peruzzi, médica veterinária especialista em comportamento animal.