segunda-feira, 5 de outubro de 2009

COPROFAGIA


A coprofagia é um dos comportamentos menos aceitáveis pelos donos de cães, mas devemos entender que para o cão não há nenhuma ética que não o permita comer porcarias e até fezes. Seus ancestrais, os lobos, nem sempre tinham alimento à disposição e em períodos de fome podiam utilizar fezes de outros lobos, outros animais e até de nossos ancestrais para complementar a sua dieta.
Atualmente, os cães podem ingerir suas próprias fezes, fezes de outros cães, de gatos ou de humanos. Dependendo do contexto em que a coprofagia ocorre, podemos utilizar diferentes métodos de controle.

Consumo das próprias fezes
Alguns cães ingerem as próprias fezes, enquanto outros podem apenas carregá-las pela casa, sem necessariamente ingeri-las. Para alterar esse comportamento, devemos fazer um diagnóstico preciso, buscando possíveis causas para facilitar o tratamento.
A educação sanitária do cão pode ser um ponto de partida para a coprofagia. Esfregar o focinho do animal nas fezes e urina ou xingá-lo sem mostrar onde é o lugar certo não ensina ao cão que o lugar está errado, ensina que o ato de fazer xixi ou coco está errado. Isso pode ser uma causa para coprofagia, o cão se livra das fezes ingerindo-as, assim não será xingado pelo seu dono.
Limpar as fezes do cão na frente dele também não é recomendado, pois ele pode tentar imitar você, mas como não tem mãos, acaba pegando com a boca mesmo.
O melhor meio para evitar a coprofagia é aumentar o controle sobre os horários de defecação do cão. Uma alternativa é levá-lo para defecar na rua duas vezes ao dia, no horário que ele geralmente defeca em casa. Horários certos para alimentação ajudam a controlar o horário de defecação.
Existem algumas drogas comerciais que deixam um sabor amargo nas fezes, mas nem sempre são eficazes. Colocar pimenta ou sal amargo nas fezes pode ser uma opção, mas a eficácia também não é grande.

Consumo de fezes de outros animais (dentro de casa)

Fezes de gato são muito procuradas pelos cães. A ração dos gatos é muito mais palatável que a ração canina, e as fezes deles mantêm essa palatabilidade. Por isso, muitos cães ingerem fezes de gatos. Você pode controlar o acesso à caixa de areia do gato, com portas e frestas por onde apenas o gato passa ou colocando a caixa em cima de algum balcão ou superfície alta.
A ingestão de fezes de outros animais, como hamsters, coelhos e outros roedores, não é muito comum. Caso isso ocorra, a melhor opção é manter o cão afastado fisicamente do local onde esses animais defecam.

Consumo de fezes de outros animais e humanas durante o passeio
Ocorre principalmente em cães que ficam soltos, sem guia. Devemos entender, por mais nojento que seja para nós, que as fezes são uma fonte de alimento como outra qualquer para os cães e que alguns gostam mais de ingeri-las do que os outros. Dessa forma, a ingestão das fezes por si só já é um reforço positivo para o cão, como se ele estivesse comendo um pedaço de carne, por exemplo, e por mais que você puna esse comportamento (até mesmo com choque!) ele pode não se extinguir.
Caso você tenha um cão que ingere fezes quando fica solto durante o passeio e isso te incomoda, prenda-o. Se não quiser prendê-lo na guia curta, coloque uma corda extensa, mas mantenha o controle sobre ele. Se mesmo assim quiser mantê-lo solto, fique o tempo inteiro atento a ele, evite que ele vá para longe de você e esteja certo de que ele obedece a todos os comandos que você dá. Caso contrário, é muito difícil controlar a coprofagia durante o passeio.

Por ser um comportamento instintivo e normal dos cães, a coprofagia é de difícil tratamento. A chave para alterar esse comportamento é o controle do dono sobre o cão, para evitar as oportunidades.
Além dos aspectos comportamentais, devemos nos certificar de que o cão não tenha nenhum problema de saúde que explique a coprofagia. Cães com distúrbios de absorção intestinal, problemas pancreáticos ou que recebem dieta com baixo valor nutricional podem tentar complementar sua dieta com fezes. Certifique-se de que seu cão esteja saudável antes de tratar a coprofagia, leve-o ao veterinário para avaliar sua dieta e examiná-lo.


Texto: Joice Peruzzi, médica veterinária especialista em comportamento animal.


quinta-feira, 27 de agosto de 2009

ANSIEDADE DE SEPARAÇÃO


Alguns donos reclamam da dificuldade de deixar seu cão sozinho em casa, pois ele arranha a porta, late, chora, urina pela casa, etc. Em alguns casos, trata-se de um quadro de ansiedade de separação. Vamos entender?

O que é?
A ansiedade de separação é comportamento que se caracteriza por um intenso desconforto do cão quando se encontra longe de seu dono. Às vezes, dirige-se à família em geral e em alguns casos o apego é maior a uma pessoa específica.

Como identificar?
Cães que perseguem o dono pela casa, estão sempre em busca de atenção e pedindo colo, não ficam sozinhos em cômodos da casa e não comem se o dono não estiver junto podem ser candidatos à ansiedade de separação. Soma-se a isso uma ansiedade extrema quando longe do dono, com atuação do sistema nervoso simpático e parassimpático, causando salivação excessiva, descontrole urinário, defecação e tentativas compulsivas de sair atrás do dono, cavando portas, jogando-se contra janelas, chorando e latindo muito.
Muitos cães têm lesões graves por tentarem escapar de casa para ir atrás de seu dono, além do grande desconforto que a ansiedade em si gera, por isso, é um comportamento que deve ser prevenido e modificado.
Devemos tomar cuidado com a identificação desse comportamento, pois muitos sinais são característicos de outras questões comportamentais. Um especialista em comportamento canino é a pessoa indicada para diagnosticar a ansiedade de separação.

O que fazer?
Se as manifestações recém começaram e o seu cão nunca se machucou, comece um treinamento para que ele seja mais independente. Não deixe ele seguir você pela casa, entre no quarto ou banheiro e feche a porta. Dê um osso ou petisco em um cômodo e saia por alguns segundos desse cômodo, voltando antes que ele perceba a sua ausência.
Além disso, evite fazer muito alarde antes de sair de casa e ao chegar, pois um excesso de saudações só aumenta a ansiedade dele. Ignore-o 10 minutos antes de sair de casa e ao chegar, passe por ele sem olhá-lo e só dê atenção quando ele estiver mais calmo.
Você também pode simular saídas, com todos os passos que você normalmente faz: coloca o sapato, pega a bolsa, as chaves e sai. Fique alguns segundos e volte, ignorando-o. Aumente gradativamente o tempo da saída para que ele se habitue e perceba que você volta.
Esses exercícios também servem para prevenir a ansiedade de separação e o ideal é que sejam feitos desde que o filhote chega em sua casa, para que se adapte à sua rotina.
Exercícios físicos ajudam o cão a ficar mais calmo, especialmente se forem realizados antes do período em que ele permanecerá sozinho.
Caso seu cão apresente esse comportamento há algum tempo e/ou já tenha se machucado em decorrência de ansiedade de separação, chame um especialista para lhe ajudar. A intervenção nesses casos exige muito comprometimento e paciência do dono, mas lembre-se que é o bem-estar de seu cãozinho que está em jogo!

Existem predisposições?
Não há predisposições raciais e sexuais. Em geral, a ansiedade se desenvolve nos cães jovens e é bastante comum em filhotes separados muito cedo de suas mães, que exigiram um cuidado mais intenso por parte do dono.
O quadro pode se desenvolver após mudanças na rotina do dono (emprego, escola, viagem), mudança de casa, após estadia em canil.
Antes de diagnosticar a ansiedade de separação, deve-se descartar problemas médicos que podem explicar os sinais apresentados.

Cuidados
Caso seu cão já tenha se machucado em um episódio de sua ausência ou o quadro esteja piorando diariamente, nunca o deixe sozinho. Mesmo durante o treinamento, não é aconselhado que o cão permaneça sem supervisão, para que ele não se machuque e o treinamento não seja prejudicado.
Deixá-lo na PetCreche é uma boa solução, pois o ambiente pode distraí-lo e a equipe é treinada para receber cães com esse tipo de comportamento.

Texto: Joice Peruzzi, médica veterinária especialista em comportamento animal.


segunda-feira, 27 de julho de 2009

A IMPORTÂNCIA DA SOCIALIZAÇÃO

Sissi e Angel (Foto: Rafaela Grazziotin)

Cães são animais sociáveis, ou seja, todas as suas atitudes e comportamentos se baseiam em instintos de preservação de sua matilha. O comportamento social é o comportamento mais importante dos cães e por isso a socialização tem um papel tão importante nessa espécie.

Dos 20 dias às 12 semanas de vida, o cão passa pelo período de socialização, que é a fase crucial para o comportamento do cão adulto. As experiências vividas nesse período afetam a vida toda do animal. Assim, uma atenção especial deve ser dada ao filhote nessa fase, proporcionando o contato com o maior número de estímulos possível.

Os cães que não são expostos a muitos estímulos durante essa fase podem demonstrar um comportamento inadequado quando adultos. Entre outras queixas, apresentam agressividade em relação a outros cães e/ou a pessoas, fobias e apego exagerado ao dono (ansiedade de separação). A falta de socialização pode ainda trazer problemas de comportamento sexual, como machos que não “sabem” cruzar com fêmeas.

É muito importante que um filhote permaneça com seus irmãos de ninhada por, no mínimo, 45 dias, pois durante as brincadeiras da ninhada, processos de dominância e submissão são ritualizados e a força da mordida é medida entre os irmãos.

Apesar de ser mais marcante nesse período, a socialização continua ocorrendo durante todas as fases da vida do cão. Ela ocorre através da exploração do ambiente, contato com pessoas e brincadeiras com outros cães. A socialização é usada como uma parte do tratamento de alguns casos de comportamento inadequado, pois torna o cão mais calmo e tranquilo, facilitando as outras técnicas utilizadas. Além disso, a socialização torna o cão mais confiante.

Se o seu cão não foi corretamente socializado quando filhote, não se desespere. Ainda é possível fazer algumas apresentações de estímulos diferentes, que causem estranheza ou medo no animal. Obviamente a socialização não vai acontecer de forma natural, como nos filhotes, e você talvez tenha que lançar mão de alguns artifícios e técnicas especiais, sempre encorajando seu cão com carinhos e petiscos quando estiver mostrando boa resposta ao estímulo.

A convivência com outros cães é muito importante em todas as fases da vida do cão. Leve seu animal em praças e deixe ele entrar em contato com outros animais. Se ele não for acostumado, comece a apresentação com animais de porte menor e do sexo oposto ao dele. Se você tiver muita dificuldade, procure um profissional e se seu problema for falta de tempo, aproveite essa facilidade e traga-o para a PetCreche. Aqui ele estará sempre supervisionado e, quando necessário, algumas técnicas para facilitar a socialização com outros cães serão utilizadas.

Texto: Joice Peruzzi, médica veterinária especialista em comportamento animal


terça-feira, 30 de junho de 2009

Bela ANABELA

Venha me conhecer! (Foto: Caroline Azevedo)


Olhem que coisa mais linda a Anabela!! Dá para acreditar que ela ainda não tem um dono??!!

A Anabela é nossa nova hóspede da Bicho de Rua e aguarda por adoção.

Ela é um doce. Se dá super bem com os outros cães e é mega-carinhosa. Está vacinada, castrada e vermifugada.

Ficou interessado? Entre em contato através do e-mail bichoderua@bichoderua.org.br.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Melany e o Ogro em: A ALMOFADA!!




KIKA ADOTADA!!!

Kika se torcendo toda! (Foto: Caroline Azevedo)




A Kika, a fofinha da foto e do post logo aqui abaixo, foi adotada!!

Ela foi muito bem recebida na nova casa e já está bem adaptada aos novos amiguinhos.

Tudo de bom, Kika!!

terça-feira, 16 de junho de 2009

PROMOÇÃO DE INVERNO


Com a chegada do inverno, nada melhor do que ter o seu mascote sempre por perto, bem aconchegado.

Mas para isso, é bom que ele esteja bem limpinho e cheiroso!

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